MFRANCE (MIRES FRANCE ALMEIDA PEREIRA)
( Brasil – Maranhão )
Nasceu em Barreirinhas (Maranhão – Brasil), em 12 de maio de 1964, vindo a morar em São Luís ainda criança.
Aos 18 anos escreveu seu primeiro poema: sonho sentido.
Daí a motivação para escrever e fez criar várias poesia.
Autor do livro desconhecido coração. Hoje, encontra-se em seu cotidiano simples o apoio e a razão para ser escritora.
I COLETÂNEA POÉTICA DA SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO BRASIL construindo pontes. Dilercy Aragão Adler (Organizadora). São Luís: Academia Ludovicense de Letras – ALI, 2018. 298 p. ISBN 978-85-68280-12-6 No 10 353
AMOR E DOR
É amor.
Um estranho amor envolvido na sorte sem sorte.
É a dor.
Uma dor que maltrata o coração e a alma leva à
Morte.
É amor.
Um estranho sentimento se esticando no
Pensamento espalhando-se em relvas e argumento.
É amor.
Amor cor de rosa ousa tão somente cinzento.
É amor.
Amor afrontando o momento ou se perdendo no
Tempo.
É amor.
Amor espalhado nos quatros canto do vento, amor
Sem momento, sem palavras, sem tempo.
É amor.
Amor escondido na sombra de um sentimento que a
Dor embala sem ressentimento.
FRASES LOUCAS
No começo eram simplesmente frases loucas,
bocas que se tocavam, vozes que roucas ficavam...
roucas, loucas, bocas.
frases contidas, murmúrio escondido no calor daquela boca.
No começo era assim, hoje um vazio sem fim.
frases perdidas se juntam em palavras
que na boca se calam.
LOUCO AMOR
Esse amor é a calma
Que faz gritar,
O Querer que faz
Amar.
Esse amor é um louco
Devaneio ao delirar,
Longe desse olhar.
É alma e cama se debatendo
Num corpo que clama,
É o coração que não se
Engana.
É o tempo que passa e a
Saudade que chama,
É um devaneio ao delírio
De quem ama.
PAIXÃO
Paixão fulminante
Amor por um instante
Amante constante
Eterno querer errante.
Como não suspirar?
Na essência desse querer
Paixão é amar.
O vento traz uma
Lembrança e o pensamento
Um sonhar.
Doce essência
Envolvida num suspirar.
SIMPLÓRIO QUERER
É simplório querer busca emoção num caminho vazio.
É deprimente andar solitário sem estar só.
É um amplo limite limitando o amor e eu.
É a vala do silêncio escondendo a razão.
É o amor sem mim, eu sem emoção.
É viver, amar, morrer.
É procurar um caminho e achar que nele te acho.
É afogar os sentidos num fundo riacho.
É acreditar no amor, quando o querer não é poder.
É nascer de uma flor e no vento se perder.
É caminhar vazio sem nada saber.
É um simplório querer arrastando-se ao meu ser.
*
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Página publicada em março de 2025.
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